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Para se produzir 1 tonelada de papel
são necessárias de 2 a 3 toneladas de madeira.
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A utilização de água
na produção de papel é muito grande,
mais do que em qualquer outra atividade industrial.
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A produção de papel está
em quinto lugar dentre as atividades que mais consomem
energia.
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O processo de separação
e branqueamento da celulose representa sérios riscos
para a saúde humana e para o meio ambiente, pois
utiliza produtos químicos que comprometem a qualidade
da água, do solo e dos alimentos.
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O impacto ambiental da produção
de papel é tão grande que há anos
a Europa decidiu terceirizar o setor.
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O processo de branqueamento da celulose
causa a formação de dioxinas (compostos
organoclorados oriundos da associação de
matéria orgânica e cloro). Esses compostos
foram classificados pela agência ambiental norte-americana
EPA como o mais potente cancerígeno já testado
em laboratório. Estes compostos são também
associados a várias doenças do sistema nervoso,
endócrino, reprodutivo e imunológico.
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As indústrias de papel são
vulneráveis a acidentes de grave impacto ambiental,
como o ocorrido recentemente em Cataguazes – Minas
Gerais. O rompimento de uma lagoa de tratamento de efluentes
causou o derramamento de cerca de 1 bilhão de litros
de resíduos tóxicos no córrego Cágados,
que logo chegou aos rios Pomba e Paraíba do Sul.
A contaminação atingiu oito municípios
e deixou cerca de 600 mil habitantes sem água.
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O Brasil recicla apenas 37% do papel
que produz, sendo que apenas 2% do total é destinado
à produção de papel para impressão
(80% é destinado à confecção
de embalagens e 18% para papéis sanitários).
Cabe ressaltar que a reciclagem de papel é apenas
um paliativo, visto que o processo de reciclagem também
é realizado por indústrias que consomem
energia e poluem.